FRAGMENTOS - Escritos dispersos e imagens esparsas - Dione Veiga Vieira
  EM ANEXO: encontros 2008



Escrito por Dione Veiga Vieira às 21h57
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  Feminino pelo Feminino - Isabella Carnevalle

 

 

 

Isabella Carnevalle

 

 Feminino pelo Feminino

 

Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo

 

 

Instalação fotográfica que inaugura dia 14 de agosto combina técnicas do Século XIX aos atuais recursos digitais em 13 imagens em preto e branco

 

 

 

Isabella Carnevalle exibe, de 14 de agosto a 13 de setembro, a instalação fotográfica feminino pelo feminino no Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo (Andradas, 1223), em Porto Alegre. São 13 imagens em p&b produzidas a partir de uma técnica da fotografia do Século XIX conhecida como Câmera de Orifício (ou Pin-hole), combinada aos atuais recursos digitais.

 

Fruto de reflexões e investigações apoiadas na poética da imagem, o trabalho enfoca aspectos do universo feminino, mas não se limita a ele enquanto potencial de significados. A fotógrafa experimenta auto-retratos manipulados no laboratório P&B, com tempos reduzidos de sensibilização do papel fotográfico no ampliador, distorções no foco, máscaras, contrastes de tons. Utilizando duas câmaras de orifício, propõe a mescla de recursos, num jogo de experimentações inusitado: adaptar um orifício como o da pin-hole "convencional" à câmera digital.

 

Foram captadas imagens em resolução típica deste equipamento, mas com resultado estético semelhante ao da antiga técnica. As imagens foram manipuladas em computador, num contraponto entre as tecnologias digitais e o princípio da fotografia.

 

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Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo

Rua dos Andradas, 1223, 3º andar - Centro

Porto Alegre-RS - Brasil

 

                                                                        

Visitação

De 15 de agosto a 13 de setembro de 2008.

De terça à sexta-feira, das 10h às 19h

Sábados das 11h às 18h.

 


Mais Informações

www.isabellacarnevalle.com.br  

 

 



Escrito por Dione Veiga Vieira às 11h57
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  Três anos em uma noite - Exposição de "Pinturas" de Ricardo Mello no Instituto Goethe

- Quando o pixel vira pincel -

 

Se a reprodutibilidade técnica exauriu a aura das imagens, a pintura de Ricardo Mello faz justamente o inverso, ao conceder a imagens mundanas e multiplicadas, a aura e a alma que nunca tiveram.  Dos filmes fadados ao esquecimento, Ricardo seleciona cuidadosamente alguns fotogramas que serão retirados da condição de instante para serem perpetuados na pintura.

No atelier deste artista, o trabalho é alquímico: as imagens perdidas e embaralhadas no fluxo do filme, que escapam ao piscar dos olhos, são capturadas e transformadas em slides. Estes fotogramas, antes fugidios, ao serem mergulhados no trabalho de horas, tornam-se presentes: quando o pixel vira pincel, o instante fílmico evanescente encarna como pintura e torna-se contemplável.

A pintura de Ricardo Mello é muito mais que uma técnica de representação, é uma tática de apanhar o tempo e de evidenciar o imperceptível disfarçado entre as mídias, que invade os olhos sem se anunciar.

 

Luiza F.N. Carvalho

 

 



Escrito por Dione Veiga Vieira às 19h16
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  Princípios de Risco

 

Princípios de Risco
ação #2 - Público

 

 

Esta é a segunda ação do grupo Princípios de Risco, que será realizada na Galeria de Arte do DMAE entre 12 de agosto e 03 de setembro de 2008. A primeira intervenção foi feita dentro da programação Bienal B em 2007, no Arquivo Público de Porto Alegre, onde os artistas trabalharam com desenhos (auto-retratos) e projeção de vídeo.

 

O grupo, formado pelos artistas Adauany Zimovski, Gabriel Netto, Sandro Ka e Vinicius Stein, pretende trabalhar sobre quatro painéis em compensado instalados nos muros do DMAE, voltados para a Rua 24 de Outubro, dialogando dessa forma com as intervenções abertas da rua, como colagem de cartazes, pichações, grafitti, mau tempo, etc. Durante este processo, a partir do dia 18 de agosto, a galeria será usada como espaço de registro, com fotos, vídeos e textos sobre a ação externa.

 

Ao final, os painéis serão deslocados para a parte interna da galeria, onde o público terá mais alguns dias pra visitar a mostra. A montagem será apresentada junto ao coquetel de encerramento no dia 28 de Agosto, às 19h.

 

A ação também poderá ser acompanhada através do blog Princípios de Risco.

 

 

Visitação: 12 de Agosto a 03 de Setembro de 2008
               De segunda a sexta das 8h às 17h30min

 

Período de trabalho: de 12 a 27 de Agosto de 2008

Coquetel de Encerramento: 28 de Agosto às 19h

 

 

Galeria de Arte do DMAE
Rua 24 de outubro, 200
Moinhos de Vento – 90510-000
Porto Alegre - RS -Brasil

Contatos: (51) 3289 9722

galeriadearte@dmae.prefpoa.com.br 

http://dmaegaleriadearte.blogspot.com/ 



Escrito por Dione Veiga Vieira às 17h24
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  DISEGNO. DESENHO. DESÍGNIO


ainda onda - Edith Derdyk
 
 
EXPOSIÇÃO NO ATELIER SUBTERRÂNEA 
 
com o lançamento do livro
DISEGNO.DESENHO.DESÍGNIO - Editora Senac/SP


conversa com Edith Derdyk e mediação de Eduardo Veras
9 de agosto, sábado, às 16h 

visitação
8 de agosto a 5 de setembro de 2008
de segunda a sábado, das 14h às 19h
 

local
Atelier Subterrânea
Av. Independência, 745/Subsolo
Porto Alegre-RS Brasil
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A onda, a montanha

Em conversa sobre os trabalhos que vai mostrar em Porto Alegre, Edith Derdyk cita dois poetas brasileiros, ambos de Pernambuco, e um personagem mítico, da Antigüidade greco-romana. Um poeta diz respeito àquilo que, neste momento, serve de pretexto para a artista: certo gosto pela repetição, determinado ritmo, uma cadência sonora. O segundo poeta, que tantas vezes apareceu e ainda aparece como antítese do primeiro, evoca, assim como a figura da lenda, a maneira como Edith trabalha: também aqui, curiosamente, trata-se de repetição e insistência.

O primeiro poeta, Manuel Bandeira, dá o mote para a construção de algo que é livro, é desenho e é onda: "A onda anda / aonda anda / a onda? / a onda ainda / ainda onda / aonde? / aonde? / a onda a onda".

João Cabral, o poeta que, entre o inútil do fazer e o inútil do não fazer, prefere o inútil que age, serve, antes de tudo, como modelo para ação: o lirismo seco, a milimétrica ambição construtiva, a arte de saber parar e podar. Daí também o esforço de Sísifo: todos os dias rolando a mesma pedra até o alto da montanha, pedra que ele deixa despencar, para, de novo e mais uma vez, levá-la até o alto, dia após dia, ao longo dos tempos.

Para Edith, o que interessa, presumo, é antes de tudo o inútil do fazer, menos a glória diante da obra concluída. Sobretudo, rolar a pedra até o topo da montanha.

Fazer é arte da insistência, de precisar percorrer o caminho para saber aonde se vai chegar, como as linhas que Edith estende entre uma parede e outra, linhas que ela estende como quem desenha, ou, ainda melhor, como quem rasura, como quem tenta encobrir e incorporar um erro, em busca da imagem mais precisa, necessária.

Nos trabalhos que vêm a Porto Alegre, Edith sobrepõe papel em branco, parafusos e palavras. O desejo é ultrapassar a função mais ordinária de todas essas coisas: que o papel com um furo deixe de ser papel com furo, que o parafuso vire instrumento, vá lá, de pintura, que a palavra enfim se torne figura. O conjunto, ou ainda, o esforço de combinar isso tudo em um conjunto, cria um ritmo, uma cadência. Uma onda. A onda sobe a montanha. Subir a montanha é inútil, mas entre isso e não subir...


 Eduardo Veras

Doutorando em História, Teoria e Crítica PPGAVI- UFRGS. Julho de 2008.

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Cursos na Subterrânea - inscrições abertas

Arte & Tecnologia:

procedimentos da imagem digital


org.:  Adauany Zimovski e Gabriel Netto


Curso que explora criativamente técnicas de construção de imagens no cumputador.
Abrange desde conhecimentos técnicos de captação e manipulação de imagens até
a criação de imagens para arte, design e ilustração.



Orientações de desenho

org.:  Adauany Zimovski, Antônio Augusto Bueno e Gabriel Netto

Curso intensivo para a prova específica de desenho da UFRGS.

Mais informações: www.subterranea.art.br/cursos.html

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Escrito por Dione Veiga Vieira às 14h25
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  DESENHOS DE GABINETES de LUCIANO ZANETTE

 

Desenhos de Gabinetes

 

 

Em antigos gabinetes de jogos, enxergamos cápsulas que abrigam possibilidades, trajetos, desencontros e alguns destroços.

 

Imagens secretam histórias de um mundo particular e delatam a natureza de um universo onírico e cindido. Circuitos, pontes e túneis são formados pelas jogadas e compõem os mapas aleatórios que denunciam uma lembrança de um tempo adolescente obliterado tantas vezes pelas pressões da maturidade.

 

Tanto um jogo quanto uma constelação evocam espaços duplicados. Encontramos um cenário que nos interpela e nos argüi acerca de nossas experiências, estabelecendo estratégias de guerrilha e expondo a iminência do conflito presente no jogo criador realizado pelo homem em seu percurso. Com mundos em caixas há o deslocamento da escuridão do externo para o interno e vice-versa.

 

Saímos da sala, e entramos no espaço público, porém continuamos sozinhos no rumor da rua. Extáticos. Da anatomia do estranhamento familiar para a fisiologia do estranhamento social. Há a renovação do sentido das coisas que foram enterradas, evidenciando o fato de que a existência se constitui no oco.

  

Estojos e camadas de pele são encontrados nesses gabinetes de curiosidades juvenis.

 

Vemos um baú aniquilado pelo tempo que em um sopro emite um pó galáctico.

No vidro cristalino e luminoso não há apenas estrelas como também o reflexo do perdedor. Habitantes de uma Arcádia mecânica, os gabinetes expõem o encontro com um caçador solitário.

 

Um jogo de nós contra nós mesmos.

 

 

Marlen Batista De Martino

Escritora e ensaísta

2007

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Escrito por Dione Veiga Vieira às 12h44
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  DISEGNO – Desplazamientos del Dibujo Contemporáneo

 

Catalina Bauer, Valentina Cruz, Ismael Frigerio, Marcela Illanes, Sebastián Mahaluf, Enrique Morandé, Osvaldo Peña, Alex Quinteros, José Vielva y Totoy Zamudio.

Curadoria: Sergio Gonzáles Valenzuela

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Sala de Exposiciones

Universidad Finis Terrae

Av. Pedro de Valdivia # 1509, Providencia

Santiago de Chile

 

Visitación a la exposición:

entre el 7 y el 30 de agosto, 2008.

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Disegno: desplazamientos del dibujo contemporáneo

 

 

Desde Leonardo hasta Frank Gehry, de lo gráfico a lo arquitectónico, y desde el spazio renacentista al espacio posmoderno, el dibujo nunca ha dejado de ser un medio esencial en la creación visual.

 A su vez, el dibujo es la expresión de la transversalidad en las artes visuales, arquitectura y diseño, siendo precisamente ésta condición esencial la que genera la convocatoria de esta exposición en que comparecen pintores, grabadores, escultores, video-artistas… en fin, artistas visuales en el mejor y más amplio sentido de la expresión.

 Junto con la ejecución de obras de grandes formatos, la principal premisa fue la de establecer posibles desplazamientos fuera de los límites académicos del dibujo, ya que los artistas convocados son todos profesores de arte, arquitectura y diseño (y varios de ellos, a su vez, profesores de dibujo).

 La clave de esta exposición está dada por el concepto leonardesco de disegno, palabra que no sólo alude a la ejecución de un trazo o de un punto, sino también a un concepto representacional, perspéctico, simétrico, bello, etc. que además destaca las relaciones de los cuerpos en el espacio, y por tanto, los límites entre los "llenos" y los "vacíos". Son quizás estas razones, las que hacen del dibujo un alto ejercicio de reflexión artística al minuto de concebir una obra: más allá de la destreza manual del artista, encontramos un profundo ejercicio conceptual que se traduce en diversas formas o gestos (desde croquis hasta dibujos computacionales, y desde la impronta de la tinta hasta el gesto efímero realizado sobre la arena). Esto mismo es lo que nuestra exposición pone en escena: diversidad de medios y soportes para re-pensar el dibujo.

 

Sergio González Valenzuela

Profesor de la Universidad Finis Terrae (Santiago de Chile) y curador de Arte

 



Escrito por Dione Veiga Vieira às 14h14
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  POESIA: a precisão do impreciso

 

 

Estão abertas as inscrições para

a quarta edição do curso-oficina

 

 

                    Poesia: a precisão do impreciso
 
Com Ronald Augusto
 
 
 
 
 
 
A partir de 12 de agosto de 2008
às terças-feiras, das 19h as 21h
na Palavraria-Livraria-Café
Informações e Inscrições
 

Ou, diretamente com Ronald Augusto: 

  3336 29 69  e   9948 05 69

ronaldaugustoc@yahoo.com.br

  

www.poesia-pau.blogspot.com

 

 

 

O interessado encontrará nesta oficina um espaço para a interlocução com outros escritores e poetas também em busca de respostas para as suas inquietações poético-construtivas. Conceitos relativos à função poética da linguagem serão aplicados por meio de exercícios criativos e de concomitantes debates em grupo, onde os poemas e textos ocuparão o centro da atenção e da fruição dos participantes.

Limite máximo de vagas: 15 pessoas.

Preço: R$ 350,00 na inscrição ou duas vezes de R$ 190,00

Sobre o poeta-professor

Ronald Augusto nasceu em Rio Grande (RS) a 04 de agosto de 1961. Poeta, músico, letrista e crítico de poesia. É autor de, entre outros, Homem ao Rubro (1983), Puya (1987), Kânhamo (1987), Vá de Valha (1992) Confissões Aplicadas (2004) e No assoalho duro (2007). Artigos e/ou ensaios sobre poesia publicados em: Babel (SC/SP), Porto & Vírgula (RS), Morcego Cego (SC), Suplemento Cultural do Jornal A Tarde (BA),  Caderno Cultura do Diário Catarinense (SC), Suplemento Cultura do jornal Zero Hora.

Palavraria – Livraria-Café  /  Rua Vasco da Gama, 165 – Bom Fim
 ' 51 3268 4260   palavraria@palavraria.com.br

 



Escrito por Dione Veiga Vieira às 14h02
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  Exibição de Filmes Documentários

 
Aproveitando os últimos dias da exposição CASA/CORPO a Galeria de Arte do Dmae exibirá dois filmes documentários sobre as artistas Ana Mendieta e Marina Abramovic na próxima terça-feira, 1° de julho a partir das 18h30min no auditório da Galeria. Após a exibição haverá um bate-papo sobre os filmes com o artista Marcelo Gobatto.
 
 
 
 
Marina Abramovic (Belgrado, Iugoslávia, 1946)
 

O corpo sempre foi o seu tema e sua mídia. A aposta nos impulsos irracionais foi um dos aspectos determinantes de várias obras de uma das pioneiras da performance na Arte Contemporânea . Ao longo de sua carreira, a artista desafiou as capacidades físicas e mentais do corpo, como a dor e a exaustão colocando sua integridade em risco com atos de violência calculada. Sob o impacto das guerras na ex-Iugoslávia, a artista voltou-se na última década à reflexão sobre os conceitos de nacionalidade, territorialidade e história da região onde nasceu.

 

  

 

 

 



Ana Mendieta (Havana, 1948 -NY, 1985)
 
 

A artista parte da experimentação de fins da década de sessenta para achar as soluções, que exploram o corpo como uma afirmação de si mesma e de sua integração no ambiente em que vive. Grande parte do seu trabalho expressa a dor e a ruptura do deslocamento cultural, e ressoa em metáforas viscerais de morte, renascimento e transformação espiritual. Uma figura seminal na prática da arte feminista dos anos de 1970. Em 1972, começou a fazer performances ritualísticas e trabalhos com a terra, nos quais ela mergulhava ou gravava o próprio corpo na natureza. Sangue, fogo, água e outros elementos naturais são essenciais em seu vocabulário extremamente pessoal e muitas vezes mítico. Enterro e regeneração são temas recorrentes. Suas efêmeras 'esculturas corporais de terra' e performances provocantes foram documentadas em filmes e fotografias, quer seja pintando seu corpo com sangue, quer seja queimando, esculpindo e inscrevendo símbolos femininos na paisagem, como na série 'Silueta'. Em algumas obras ela foca o simbolismo do mundo masculino violento contra as mulheres e a marginalização das mulheres no mundo das artes.

 

 

 

  'Eu tenho me preocupado no diálogo entre paisagem e o corpo feminino (baseado em minha silhueta). Acho que isso é o resultado direto vindo da falta de ‘'casa' na minha adolescência. Trabalho com o sentimento de casa-útero. Minha arte é a maneira que restabeleço as faixas que me amarram ao universo'. Ana Mendieta

 

 

 

 

Galeria de Arte do DMAE, Rua 24 de Outubro, 200.
Seg a sex, das 8h às 17h30min.
(51) 3289 9722
                                                                                                                                                                                      
 
Confira mais: 
      
        
 



Escrito por Dione Veiga Vieira às 17h33
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  Encontro com os artistas da exposição CASA/CORPO

 
 
26 de junho, quinta-feira a partir das 19h, na Galeria de Arte do Dmae.


As simbologias da casa engendram uma poética instigante em torno do corpo e têm sido uma constante na produção da arte contemporânea. Seja através de elementos imprescindíveis em um lar, seja pelo aspecto da arquitetura interna e externa, a casa sempre repercute a dimensão humana em seus contextos político-sociais e assim, conseqüentemente reflete o próprio corpo. Porém, não mais limitado em si mesmo. Dentro dessa poética, os artistas convidam o público para um bate-papo sobre a exposição CASA/CORPO e seus processos individuais.



 
Os artistas e suas obras...

 
 
Klinger Carvalho utiliza móveis na construção de esculturas de grandes dimensões. Agregados em blocos e cercados por grades metálicas, esses móveis reforçam a idéia de inacessibilidade do corpo, tanto em relação à conjuntura interna quanto à externa da casa, suscitando questionamentos a respeito das fronteiras entre casa & corpo e também, entre corpo & mundo. Suas obras abrangem desse modo, um aspecto crítico diante dos conflitos da vida contemporânea. “Variação em Vermelho – O Viajante percorre Territórios Incógnitos” (2006) é a obra que Klinger apresenta na exposição CASA/CORPO.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dione Veiga Vieira iniciou carreira como pintora e desenhista no início dos anos ’80. A partir do ano 2000, passa a realizar esculturas com materiais diversos e  aspecto orgânico. As instalações posteriores desenvolveram uma analogia casa/corpo concomitantemente à poética da ausência do corpo através do uso de móveis, objetos e fotografias. Na exposição CASA/CORPO, a artista apresenta uma instalação com móveis em cor preta, louças brancas e artefatos metálicos, prosseguindo assim, com as metáforas de ausência assinaladas pelo estranhamento. A obra apresentada é a "Ante-sala e Sala de Recepção", 2008. (Imagem Fábio Del Re). 
 
 
 
  
 
 Luciano Zanette e Gabriela Picoli realizam instalações conjuntas que utilizam esculturas elaboradas a partir de móveis e intermediadas por imagens fotográficas; obras que possuem referências diretas do corpo e acima de tudo, densas reflexões sobre as relações humanas. Em 1998 fundaram o projeto Comfluência, juntamente com Jerri Rossato Lima, Marcio Quadrado e Simone Bernardes. Luciano Zanette também participa, desde 2002, do coletivo P.O.I.S com os artistas Marcelo Gobatto e Claudia Paim. Na exposição CASA/CORPO, Zanette apresenta a escultura intitulada CASA-TRABALHO construída com madeira e asfalto formando um diálogo misterioso e envolvente junto às fotografias de Gabriela Picoli, imagens que nos lembram  *de como este corpo é moldável, adaptável e sempre rico em possibilidades. (*Claudia Paim, 2005. Trecho do texto "Do estado amoroso à melancolia e vice-versa" no folder da exposição O Estado Amoroso e a Melancolia).  

 


Laura Cattani e Munir Klamt – Grupo-Ío – apresentam espetáculos multimídias e exposições com uma atmosfera carregada e onírica baseada na biografia de um personagem pinçado nos arquivos da história local: A. Hilzendeger Feltes. Dentro dessa proposta desenvolvida desde 2003, os dois artistas utilizam vários elementos relacionados à imagem da casa, como móveis e roupas do vestuário feminino e masculino, para compor instalações numa fábula visual repleta de reminiscências do corpo. Ambos apresentam três instalações na exposição Casa/Corpo: "A Quarta Parede", "Miasmas" (imagem ao lado)  e "Galho Fumante".

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Marcelo Gobatto, videoartista, professor, produtor e diretor de vídeo desde 1990; integrante do grupo P.O.I.S, juntamente com Luciano Zanette e Claudia Paim. Suas obras elaboram fundamentalmente a questão do tempo. Na exposição CASA/CORPO, Gobatto apresenta uma videoinstalação cuja seqüência de imagens é cuidadosamente concebida para uma atenta fruição do espaço-tempo de uma casa. O foco sobre os vários objetos e móveis vasculham os vestígios da história de um corpo: suas memórias afetivas, suas crenças e hábitos cotidianos. Maria é o nome dessa casa-corpo que, delicadamente, vai se desvelando sob as sensíveis lentes do artista, em um universo pleno de luz. Além de "Maria", (2007), Gobatto nos apresenta "Experimento Corpo Um", (2008), vídeo em que o artista explora as características arquitetônicas do próprio lugar da exposição investigadas com relação ao seu próprio corpo (imagem acima).
 
 
 
 
 
 
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Exposição CASA/CORPO - com Marcelo Gobatto, Laura Cattani e Munir Klamt (Grupo-Ío), Klinger Carvalho, Luciano Zanette, Gabriela Picoli, Dione Veiga Vieira. Galeria de Arte do Dmae - Rua 24 de Outubro, 200 – CEP 90510-000 – Porto Alegre / RS  - (51) 3289 9722  Visitação:10 de junho a 26 de julho de 2008. Segunda a sexta-feira (exceto feriados). Das 08h às 17h30min. Encontro com os artistas: dia 26 de junho de 2008, às 19h.



Escrito por Dione Veiga Vieira às 11h32
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  Experimento Corpo Um- videoinstalação de Marcelo Gobatto

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Imagens de Experimento Corpo Um, (2008) – videoinstalação de Marcelo Gobatto na exposição CASA/CORPO, Galeria de Arte do DMAE.

Exposição CASA/CORPO - com Marcelo Gobatto, Laura Cattani e Munir Klamt (Grupo-Ío), Klinger Carvalho, Luciano Zanette, Gabriela Picoli, Dione Veiga Vieira. Galeria de Arte do Dmae - Rua 24 de Outubro, 200 – CEP 90510-000 – Porto Alegre / RS  - (51) 3289 9722  Visitação:10 de junho a 26 de julho de 2008. Segunda a sexta-feira (exceto feriados). Das 08h às 17h30min

 

 



Escrito por Dione Veiga Vieira às 18h28
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"TRANS"

 
"TRANS" (Trans: prp. de ac. : al otro lado de, del lado de allá de; por encima de; más allá de).
 
 

En la Universidad Finis Terrae se exhibirá entre el 18 de junio y el 12 de julio, la muestra "TRANS", curatoría de Sergio González Valenzuela e integrada por 9 artistas: Antonia Cafati, Antonia Cruz, Felipe Cusicanqui, Raimundo Edwards, Jojo Fuentes, Catalina Hirth, Daniela Kovacic, Javiera Marambio e Ignacio Muñoz.

 

La exposición constará de 9 obras de gran formato, realizadas especialmente para esta muestra: 7 de las cuales serán pinturas, y las otras 2, fotografías. El eje central de las obras es la reflexión crítica con respecto al retrato y su relación con el modelo, como también la problemática de la representación derivada de las últimas tendencias artísticas (neo-figurativas, neo-expresionistas y neo-pop).